Imagem daqui, onde podem aprender um nadinha sobre tílias.
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A disciplina não é o meu forte. Além do que raramente cumpro uma das 382 promessas que faço por ano. Vivo cheia de intenções e hoje ao lembrar árvores e plantas que conheci, ocorreu-me começar a fazer posts sobre verdes. Mostrar árvores, plantas e flores, dar nome e associar as palavras que apeteçam, no momento. Sem cientificidade. Não tenho conhecimento para tal e para isso há espaços especializados em botânica. Naturalmente, a haver periodicidade será a do quando calha e pode até nem voltar a calhar; é assim para quem vive ao sabor do vento e das luas e não sabe respirar doutro modo.
Como não podia deixar de ser, começo pelas tílias. Cresci rodeada de oito tílias à volta de casa, mais três na rampa de acesso. Umas chegaram a celebrar os cem anos, outras não. Soltando a sombra da memória, foram tombando como só o passado sabe tombar. Para mim simbolizam o tempo, a família, a robustez e a paciência. E, porque não há bela sem senão, o empestado aroma adocicado no início do Verão. Mais do que tudo, sinto alegria e aconchego ao olhar para uma tília. Sinto-me regressar a casa.
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Adenda 19 de Junho 2026. O caruncho impede-me de seguir um rumo recto. Este post é o primeiro de uma série de outros, que acabaram por nada ter a ver com botânica, mas sim com as minhas memórias, sobretudo da infância em Valinhas, quinta da minha avó materna, onde vivi entre 1975 e 1986. Tudo se confunde e nasce do acaso: árvores, memórias e vida. A série contém posts já com referência à juventude e à vida adulta, mas a raiz são as tílias. Podem seguir a série que ainda vai sendo acrescentada no Medium na List — Tílias Memories.
Quando aprender a criar categorias aqui no Blix, farei constar a série na barra lateral. Para já temos a boa notícia de haver Arquivo.