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Leituras no Medium e em portais portugueses
Este fim-de-semana o diário não terá resumo de um artigo lido a versar pintura daqui do Medium. A ausência será um manifesto de desagrado por estar convencida de que o texto escolhido foi criado por Inteligência Artificial sem que isso seja declarado. Tem todos os tiques do processamento de raciocínio e redacção artificial. Sou liberal no sentido de desejar que haja liberdade de expressão, mas gosto pouco de engodos por mais apelativos e bonitos sejam os textos.
Depois de ler o tal artigo lembrei-me de uma astróloga portuguesa cujas previsões li durante cerca de dez anos. Posso atestar que não era dotada da mais pequena noção do que é escrever. Era penoso lê-la. Ora, nos últimos anos deu-se o milagre de passar a produzir pequenos textos de previsão astrológica em português correcto.
Pensamentos
Remeto para o post anterior sobre a cobardia e o álibi da imperfeição humana.
Dia-a-dia
Na sexta-feira depois do jantar deu-me a genica e mudei a disposição do segundo quarto. Experimentei posições diferentes da cama e acabei por a deixar no mesmo sítio, mas mudei a mesa-de-cabeceira e a elíptica. Péssima ideia. Terei de voltar a pôr no sítio.
Passei essa madrugada em claro a projectar mudanças de vida e, ensonada, fui pela manhã à Baixa fazer uma compra peculiar. Fomos de autocarro usufruindo da vantagem dos transportes gratuitos para moradores do Porto. O objectivo? Completar o faqueiro Paris que comprei há muitos anos e do qual se perderam três peças: duas colheres de café e um garfo de peixe. Não posso asseverar — adoro esta palavra, lembra-me Valinhas -, mas creio que o Nuno arruma os talheres no lixo quando limpa os pratos. Já salvei alguns talheres de uso corrente da cozinha; houve outros que não tiveram a mesma sorte. Ao contar isto sinto saudade da Eca que passava a vida a contar os talheres para ver se os faqueiros estavam completos.






Fomos à Rua Fernandes Tomás. Sim, a da moda da Capela das Almas, igreja muito dos amores da minha avó. A loja chama-se Nortel e é um daqueles bazares de produtos para casa que enchem o olho a quem os prefere a lojas de roupa ou de discos de vinil de culto. Correspondem, nos tempos antigos, aos pisos de utilidades dos Ikeas. A funcionária que nos atendeu desdenhou do faqueiro, já em desuso e do qual já só têm restos. Percebo que queira vender, mas não tenho necessidade. Para o dia-a-dia uso um de baquelite azul fanado e um conjunto de três lugares da Smeg.
Na tarde de ontem dormi, tal como toda a noite e madrugada de hoje. Descansei.

Esta manhã cedo fiz uma arrumação às carteiras. Isto é, na linguagem aperaltada — também adoro esta palavra -, organizei as malas de senhora. Desfiz-me de sete (as da fotografia). Deitei fora duas e vou dar cinco à dona L., para escolher e dar às vizinhas o que entender. Na sexta-feira tinha comprado uma carteira preta para o Inverno e quando compro gosto de me libertar de antigas. Não tenho nenhuma de marca cara; fui-me desfazendo das poucas que tinha. Uso corriqueiras.

Ainda de manhã escrevi o primeiro post de hoje. E de tarde tratei das roupas: pus a roupa a lavar na máquina, estendi e fiz uma barrela de perborato de duas toalhas brancas com nódoas.
E vim escrever o diário antes de decidir se vamos dar um pulo à Praia Internacional para chapinhar os pés no mar enquanto percorremos o areal de uma ponta a outra. Só vou publicar à noite. Assim poderei acrescentar o que quiser.



Nota posterior. Ao fim da tarde sempre fomos a Matosinhos e fizemos a marginal na calçada até ao Castelo do Queijo. O comodismo retraiu-nos de o fazer na areia molhada. Fica para um próximo fim-de-semana menos quente e com menos gente a veranear. No sossego do Outono aproveitaremos para almoçar linguado em Matosinhos.
Obrigada por terem lido. Boa semana.
O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.