Imagem gerada pelo ChatGPT a meu pedido.
É a segunda vez no último mês que sonhas com africanos. Há semanas crianças e homens negros refastelados em sofás confortáveis numa sala luminosa sobre a praia povoada e colorida e o mar de Verão. Uma imagem de bem-estar. Esta noite sonhaste com uma bem-disposta e desconhecida negra, que no mundo onírico te tratava como velha e saudosa amiga. Sensação de aconchego alegre. Mostrava-te a imagem dela própria repetida numa fila indiana trajada de diferentes formas, ora exuberante ora mais discreta, mas sempre bem consigo mesma e cúmplice contigo.
A sensação ao acordar foi muito positiva e, claro, foste ver as interpretações oníricas. Não podiam ser melhores.
Tudo isto condiz com a boa onda dos que estão de bem com a vida e contrasta com o azedume de quem tem uma obsessão de ódio por ti. O mundo digital sempre foi pródigo em gente mal resolvida, mas continua a espantar-te que continuem a ler-te de modo doentio com tanta antipatia e azedume. A tua liberdade e alegria causam repulsa e ressabiamento. Há quem não goste de mulheres independentes. Há quem prefira a mediocridade fingida e a falsa imagem de autonomia e mérito — é mais manipulável. Nada mais ofensivo e ameaçador para os mesquinhos do que um espírito livre. Ao longo da vida, para lá da boa gente com quem sempre lidaste, e da salutar indiferença, foste alvo pontual da cobiça e do ódio proveniente de gente falsa ou reacionária e mal resolvida, que age com embuste e maledicência pela calada. É sina. Os cães ladram e a caravana passa.
Sonhaste também com uma mesa de negociações de política internacional e com uma contenda entre Inglaterra (à moda antiga) e Portugal. A Aliança tremia face a pretensões indefensáveis britânicas.
Neste caso não foste procurar interpretações, sabes bem que vem do bafio da bajulação com cheiro a naftalina de alguns portugueses aos ingleses. Gente que não sabe assumir postura digna, de igual para igual, e se porta como eterno empregado de mesa da anglofonia, muito prestimoso de guardanapo no braço e rabo espetado.
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O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.