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É tanto de novo e vário o que encontramos pelo caminho. Diferente, desafiante, entediante, emocionante. Vário.
E o milagre está em olharmos para trás e reconhecermo-nos sempre num certo padrão que dá sentido à vida. Não por fixidez, mas por espécie de fidelidade a nós próprios que só descobrimos mais tarde.
Quantas vezes achamos que nos estamos a trair? A ceder, a perder? E não estamos afinal de contas a amadurecer?
Ali era eu vestida de coragem. Ali escondida de medo e cobardia. Ali enfrentava, ali titubeava.
Numas e noutras nem do chão passava nem ao céu ascendia.
Quantas derrotas não foram o ponto de partida para as mais saborosas descobertas e conquistas?
Quantas vitórias ficaram por saborear? Quantas foram escorripichadas à última gota? Quantas ficaram suspensas no tempo por viver?
Ora multidões, ora a solidão.
E choro e riso tantas vezes desencontrados do lugar certo.
Cá estou eu, a mesma de sempre, a criança dos jeans e camisola vermelha que corre o carreiro cercado de erva e pássaros e demais bichos, a cinquentona dos jeans e camisola vermelha que percorre a calçada e devaneia com a erva do quintal, os pássaros e demais bichos.
E vividos tantos momentos novos e vários. Uns passados, outros por vir.
E, no agora, dou mais uma volta na pequena caixa de música: rodo a Pantera Cor-de-Rosa, eternamente renascida.
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O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.