Imagem gerada pelo Copilot a meu pedido.
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Ontem, ao fim da tarde estive no Museu do Carro Eléctrico no Porto a assistir a testemunhos de solidão e a uma conversa entre profissionais da área da psicologia e do apoio social acerca de solidão na juventude e na velhice. Começo por deixar notas do que retive sem fazer comentários. Só para que se possa reflectir um pouco sobre o assunto.
Ao passo que os jovens raramente admitem sentir-se sós, os mais velhos verbalizam a solidão.
A solidão nos adolescentes é mais sentida como incompreensão: dizem-se fora da caixa e com dificuldade em sentir pertença.
Nos mais velhos, a falta de compreensão pode passar pela dificuldade de fazerem prevalecer a sua vontade e capacidade de decidir a própria vida em detrimento da vontade dos familiares ou dos cuidadores. Um equilíbrio difícil de gerir.
A solidão pode resultar da falta de presença física de outros, ou do sentimento psicológico de abandono. A doença mental espoleta esse sentimento.
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Agora comento a parte das respostas dos profissionais. Percebi diferenças entre intervenções mais teóricas e técnicas e outras mais práticas.
Quanto às práticas: organizar grupos ocupacionais que impliquem presença física dos idosos pode ajudar a combater o isolamento.
Quanto às técnicas para reverter a situação de uma pessoa que se sinta só:
Cultivar a amizade de uma pessoa (ou um grupo pequeno) com quem se possa sentir genuíno. Ao invés de vastos grupos que ampliem a sensação de vazio.
Cultivar o sentimento de pertença a uma entidade ou grupo que o faça sentir integrado.
Cultivar o sentido de propósito ou utilidade. Manter-se activo e com projectos calendarizados.
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Último comentário um pouco à margem do que ouvi. O objectivo da iniciativa é combater quer a solidão quer o estigma associado à doença mental. É evidente que viver só ou estar só nem sempre é sinal de solidão, mas ela existe, faz adoecer, fere e mata.
Nem tudo se resolve com os chavões do encontro consigo próprio dos conteúdos de desenvolvimento pessoal. Recordar o essencial e prático é importante num tempo em que a tónica leviana das redes sociais passa tantas vezes por romantizar e enaltecer a solidão, chamando-lhe nomes diferentes.
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O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.