
Hoje deu-me para pensar qual o território definido por cada um.
Há quem reja a intervenção no espaço público e nas redes digitais usando o humor. A receita passa por reunir dois ou três temas da actualidade e descobrir o lado cómico. Em tudo é possível encontrar ironia. É uma das fórmulas de opinar com maior popularidade. Tem a vantagem de não comprometer.
Há quem defina os temas virais da informação — sim, hoje chamamos viralizar a propagar notícias — a tratar em função do proveito para os interesses próprios ou da tribo. O passo seguinte é distorcer os factos noticiados para favorecer a narrativa pessoal ou tribal. E repare-se que a tribo pode ter tentáculos em várias facções ideológicas, económicas, culturais ou de qualquer outro cariz. Por vezes, tribo não significa partido político X ou clube de futebol Y, mas sim agremiação fundada por puro sentido de oportunidade que se vai moldando em função das circunstâncias e do tempo. É o chamado encosto.
Há quem se recuse tomar parte no espaço público, omitindo qualquer opinião relevante. Nuns casos por ignorância do que se passa no mundo ou por falta genuína de vontade de se manifestar. Noutros por estratégia para se manter a bem com todos.
Há quem diga o que pensa e sente.
A resposta fácil à questão levantada é a relativização. Todos temos laivos de cada quadro retratado. Todavia há tendências marcantes para cada campo.
O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.