Suponho que se avizinhem três fornadas de parágrafos sequenciais ainda que desordenados ou sem a estrutura norma a que a preguiça de entendimento está habituada. Muito aborrecido não servir a papinha feita nos moldes apreciados. Sofro tanto. Uma maçada.
Isto é, se tudo correr bem este fim-de-semana escreverei três stories.
A primeira esta manhã sob a égide (até parece qualquer coisa de importante) da opinião não convencional. Da constatação de que o pensamento da adolescência se pode transformar num lugar-comum intelectual.
Da ideia de seguir em sentido contrário à corrente dominante no modo de estar (já sinto a perda de seguidores, o horror, a tragédia de não escrever para agradar ou causar comoção). Os clichés do desenvolvimento pessoal e a colagem aos perfis fictícios de preparo intelectual.
E a ditadura dos chicos-espertos do pensamento hegemónico que impõe uma memória autorizada timbrada a selo branco: só estás autorizada a ter este passado. O que não conheço ou não concordo, não existiu. As tuas memórias incomodam-me, põem em causa as minhas certezas. Logo, não prestam. Como as uvas da raposa de Esopo, estão verdes. Continua que mais tarde, quando perceber que rendem, vou usar as tuas memórias como se fossem as minhas. Como faço com muitas das ideias que expões. Ao mesmo tempo que te desdenho e ofendo à socapa. Farei uma figuraça, sou mesmo esperto. Sou mesmo talentosa. Sou mesmo brilhante.
(sim gente, estava a pôr-me na voz de terceiros, dos chico-espertos; não me tenho em tão má conta; agora tenho de explicar tudo, face ao que vejo da falta de capacidade de entender o que está escrito há-que deixar tudo o mais claro possível.)
Um segundo post à tarde ou à noite, que só poderei publicar amanhã, acerca das leituras do Medium. Duas entradas a versar a pintura. E mais divagações, na linha da manhã. O passado familiar e o dia-a-dia.
E amanhã tentarei escrever sobre as notícias, depois de ver poucos programas de informação na televisão e ler poucos artigos nos jornais. O excesso de dados e informação prejudica, mais do que beneficia, o entendimento do que está a acontecer no mundo.
A fotografia que deixo não tem nada a ver com este plano, é do jantar de quinta-feira. Esta semana fomos ao Destino um dia antes. Não se nota nada que gosto de lulas, pois não?
