Quando em 2018 mudei de casa a última vez, desfiz-me no papelão de cerca de vinte dossiês com apontamentos da faculdade. Foi uma libertação. Mantive os livros e códigos por ter dificuldade de os deixar para trás.
São quase quatro da tarde, cheguei agora de um giro pelas redondezas, e nas próximas horas vou desfazer-me de facturas e demais papelada dos últimos 25 anos. Suponho que ao final da tarde a sensação será de desafogo.
Ao som da Smooth FM, tenciono manter pouca coisa, apenas os extractos que me permitam recuperar a memória de anos muito nebulosos. Acontece-me não saber em que ano fiz uma viagem, e consulto-os para me localizar no tempo. Ficam para esse auxílio.
De resto, manterei apenas o que fizer sentido para a vida burocrática actual. E o percurso fiscal e de contribuinte da Segurança Social. De resto, lixo.
Ahhhh, vai ser um alívio. E menos papel para levar para a próxima casa, caso se verifique a mudança, que desejo muito. Sem dramas. Se mudar, terei espaço exterior e uma casa bonita. Se não mudar, ficarei numa casa bonita de boas energias.
Hoje olho pelo retrovisor e penso: houve alturas em que sofreste como uma danada, mas é bom chegares aos 52 e sentires tranquilidade e esperança.
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O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.
Bom Domingo.