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Este Domingo fiz gazeta. Não escrevi, nem vou escrever o diário de fim-de-semana. Já chega o longo post de ontem. Bem precisava descansar. E dei um pulo rápido à Feira do Livro para fazer compras ao quilo. Sou muito criteriosa na escolha: 25 euros por oito livros em dois alfarrabistas. Entre eles Contos de Oscar Wilde, a Nação Crioula de Agualusa e Horizonte Perdido de James Hilton. Sob o ponto de vista da análise de substância séria e rigorosa, o mais atraente é o primeiro, dada a espessura especialmente fina.
Passei a madrugada em claro e ao raiar do sol cheguei à conclusão de que estou certa em absoluto ao não seguir as vias clássicas e as modernas dominantes de edição do que escrevo.
Parecerá uma teimosia pateta, mas se tiver juízo, manterei os pés fincados na publicação apenas em plataformas online. Manterei a edição informal por meios próprios, com controlo sob o que publico sem favores, nem dependências, nem marketing.
Só assim respeitarei integralmente a minha independência. O que parece um caminho demasiado informal e desqualificado é, afinal, o regresso a uma via muito arcaica e fora de moda. A que me permite continuar livre. O trilho da liberdade.
Sei que corro o risco de continuar a assistir à usurpação ocasional e sei que não serei respeitada enquanto não tiver livros expostos em vitrina, mas esse não é o meu caminho. A via tradicional será a opção válida para outros, mas não é o que quero para mim. E não vejo razões para mudar.
No fim da vida aferirei o que valho por mim própria e não pelo networking.
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Obrigada por terem lido. Boa semana.