O que és tu e o que sou eu?

Com limitações sei escrever e pensar, e não percebo nada de ciências. Ontem o Nuno mandou-me por WhatsApp um excerto da conversa dele com o ChatGPT sobre Física.

As conclusões da IA ficaram a martelar na minha mioleira e tinha duas opções: tentar estudar Física — o que não faz o menor sentido atentas as minhas limitações de compreensão na área das ciências -, ou trazer o tema de modo mais preguiçoso até ao meu espaço de escrita. Batoteira como sou por vezes, optei por esta via. Fazendo um resumo do resumo das conclusões da Inteligência Artificial.

Podia explicar o propósito e sentido deste post, mas não vou fazer. Vale por si mesmo. Espero que seja útil a alguém, como foi para mim: saber quem és tu e quem sou eu.

Depois do resumo do resumo (é o cúmulo), voltarei ao baralho da Sibila italiana, a última compra online, que muito prazer me tem dado. A irracionalidade é mais a minha praia.

Mas confesso que, na próxima encarnação, gostava de ser um pouco mais estudiosa, disciplinada e ambiciosa, para me dedicar ao fundamental.

Ai, se eu tivesse 15 anos.

Para a Física somos um campo quântico organizado (electrões, quarks, etc.), matéria estruturada longe do equilíbrio térmico, em constante troca de energia com o ambiente.

Para a biologia somos um sistema auto-regulado que mantém identidade pela organização dinâmica, não pela matéria fixa, renovando-nos continuamente.

Sob o ponto de vista da informação somos uma biblioteca (DNA), mas o essencial são a expressão genética, as redes neuronais, a memória e a aprendizagem; somos mais um processo estável do que um objecto fixo.

A consciência é ainda um mistério: sabe-se que se relaciona com actividade neuronal e integração de informação, mas não se compreende por que certas organizações de matéria geram experiência subjectiva.

Quanto à unidade, apesar de triliões de células e processos diversos, experimentamos tudo como um único “eu”.

Em suma: somos um sistema biológico auto-organizado, com continuidade causal e informacional ao longo do tempo, sustentado por matéria e energia em fluxo.

Como curiosidade: somos matéria do universo que aprendeu a modelar o universo, a questionar a origem e a reflectir sobre si mesma — não somos apenas átomos ou neurónios, mas a relação dinâmica entre todos esses níveis ao longo do tempo.

Boa noite.

O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.

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