O absurdo

Imagem gerada pelo ChatGPT a meu pedido.

É um absurdo querer que o escritor se limite a entreter e a coleccionar chavões dominantes para encaixar nos rótulos conceptuais. Há uma diferença fundamental entre um encenador ou um professor de literatura e um verdadeiro escritor: a criação. A arte.

Mesmo quando genuína, e rara, a erudição é insuficiente para a criação. Há um fusível acrescido no engenho — o do genuíno risco e da originalidade. Nunca reconhecidos como tal e não raro confundidos por preconceito com realidades menores pré-existentes.

Até o génio de Borges vai além das leituras labirínticas. 

A literatura não é domesticável.

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