Imagem gerada pelo ChatGPT a meu pedido.
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Notícias do Reino Unido
Depois da demissão do Primeiro-Ministro Keir Starmer, é possível que o Partido Trabalhista apresente ainda em Julho o novo líder para chefiar o Governo. Será o quarto chefe de Governo a deixar o cargo desde 2022.
A saída de Starmer era esperada; depressa perdeu apoio após a vitória retumbante em 2024. Os cortes nos apoios aos pensionistas, a mudança de posição em relação às prestações sociais, a nomeação do amigo de Jeffrey Epstein, Peter Mandelson, para embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos e a perda de terreno para a direita populista de Nigel Farage minaram a credibilidade do Primeiro-Ministro demissionário.
O senhor que se deverá seguir, Andy Burnham, é tido por um bom gestor da ala social-democrata do partido. Julga-se que deverá apostar no investimento público, no desenvolvimento regional e na colaboração com o sistema privado. Quanto às políticas restritivas de imigração, não são esperadas mudanças. E os desafios serão o aumento da despesa com a defesa, a reforma do sector da protecção social e a revitalização da economia.
Poderão ler tudo isto no jornal The Guardian.
Cães amigos
Não sou barra em psicanálise de algibeira como muitos dos comentadores e autores de páginas das redes digitais. Nem tenho o poder de atracção das Casas de Segredos e dos blogs e redes sociais de referência. Ao mesmo nível.
Ao observar o mundo que me cerca uso como critério as mais simples associações de ideias, algumas que nasceram na infância, quando me chamavam “mãe dos cãos” por andar sempre embrulhada nos bichos e ainda não saber dizer as palavras.
Há “cãos” de diversa natureza e feitio. Tinha nove ou dez anos quando um dos meus primos mais novos me foi acordar e chamar de manhã cedo porque um cão tinha caído ao tanque e não conseguia de lá sair. Era um perdigueiro e tinha ido atrás de uma bola. Lá saltei para dentro e tirei o Rajá da água fria.
Era um bicho para o qual eu não tinha muita paciência, por andar sempre atrás de nós e à cata de paus e outros objectos para que atirássemos e fosse buscar e devolver. Em suma: um chato carente.
Os meus cães predilectos eram os Serra da Estrela, sejam os da casa, sejam os que lá iam de visita. O Ritz, o rei da criação. Amigo e companheiro de sempre. Metido nos seus interesses, meigo como só ele, uma autoridade serena.
O tal meu primo chamava-lhe senhor Ritz, tal era a aura do cão.
Algumas pessoas são como estes dois cães.
As que chagam os outros em busca de atenção. Umas doces, outras mais agressivas, mas sempre muito cola. Algumas belicosas, a ladrar constantemente e a querer ter razão, outras mais silenciosas sempre a intrometer-se na vida dos demais, outras invejosas a cobiçar o que os demais criam, quase todas com uma necessidade de afirmação e protagonismo enjoativa. Infernizam as vidas dos familiares, amigos e companheiros e de todos os demais. Gente implicativa que nunca amadurece. Morre de velha e ainda infantil.
Já os meus Ritz, cão e gato, lembram aquelas pessoas que fazem a vida preocupadas consigo mesmas, disponíveis para os deveres de guarda e pastoreio que lhes competem por natureza. Com uma presença que só por si nos faz sentir segurança e lealdade. São os melhores amigos, familiares e companheiros.
É certo que o mundo não é a preto e branco. Mas há realidades e pessoas muito mais interessantes do que outras.
Miudezas
Hoje o agente imobiliário veio colar pela terceira vez a placa de venda da casa, e acabou a pedir-me uma chave estrela para compor um defeito no caixilho da janela. E não tenho eu razão para gostar deste rapaz? No Sábado tocaram à campainha outros agentes imobiliários a insistir em oferecer os préstimos. E até já uma oferta familiar tive para ajudar a vender a casa. Parece que Portugal inteiro se passou a dedicar ao ramo imobiliário. Cá por mim, continuo paciente a aguardar por resultados do trabalho da pessoa em que confiei.
De tarde o Nuno acompanhou-me à consulta médica destinada à cirurgia plástica. Estivemos sentados menos de cinco minutos. É sempre a aviar, sem um pingo de atenção pelo “utente”. De qualquer modo, em cinco minutos consegui fazer as perguntas essenciais e tudo correu dentro das minhas pretensões, que nem sequer estavam completamente definidas. Correu bem. Espero que a cirurgia, a ocorrer nos próximos três meses, no máximo seis meses, também me deixe contente.
Amanhã de manhã saio com a minha mãe. Vamos fazer o giro habitual das compras nas lojas de produtos para casa. Aquilo que fazemos juntas duas ou três vezes por ano. O único item que levo em mente para comprar: guardanapos de papel.
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Obrigada por terem lido. Boa semana.
O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.