Jornais, reportagens, consulta médica e por aí adiante

- vida em andamento -

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Mini preâmbulo

Troco a roupa e ponho o pijama de flanela para o Ritz não apinhar as calças pretas de pêlo. O pijama não é de Verão — tem sido uma estação fresca, salvo as célebres ondas de calor. Sento-me e o Ritz salta para o colo como acontece sempre que venho para o computador no +1. Trouxe uma infusão fria para evitar o café. E liguei o YouTube com soul. Estou pronta para escrever as inutilidades habituais.

Notícias

Ao contrário do que era costume não tenho escrito acerca das notícias, mas continuo a ver os noticiários às horas das refeições, a tresler de manhã o jornal Público e a espreitar pontualmente outras publicações. Soube que Bashar al-Assad foi condenado à morte por crimes de guerra e crimes contra a humanidade por um tribunal sírio e que os principais Bancos portugueses não estão interessados na consolidação (fusões e aquisições) desejada pela União Europeia. Fui informada da evolução da produção e exportação de mirtilo e da paranóia especulativa dos óculos para ver o eclipse do sol de amanhã.

Ontem dei por mim a pensar, ao ouvir a notícia do ataque ucraniano a uma refinaria petrolífera russa, nos custos ambientais da guerra. Como os nossos cérebros estão todos ligados pelo algoritmo e energias telepáticas, meia hora depois abri o Medium e vi destacado um artigo que se debruçava exactamente sobre as consequências da poluição resultante da invasão da Ucrânia, do massacre de Gaza e do conflito absurdo no Estreito de Ormuz.

Não pude deixar de me impressionar com as imagens do terramoto da Colômbia, ainda que com aquela sensação de distanciamento que me faz sentir fria face à dor alheia. Há três anos foi em Marrocos. Há dois meses na Venezuela. No Japão são recorrentes. Ao dizer que a natureza expõe a nossa vulnerabilidade não adianto nada que não saibamos todos. A atenção e a consciência com que cada um reage à realidade mostram os traços de carácter, de educação e de personalidade.

Televisão

Tenho visto um pouco mais de televisão do que habitual no final dos jornais. Acabo por viajar por intermédio das reportagens. Hoje no final do Jornal da Noite da Sic, deram a viagem que pretendo fazer à China com a agência Pinto Lopes. Um projecto a realizar dentro dos próximos dez anos, numa altura em que volte a estar mais corajosa. A reportagem reforçou-me o desejo, mas por agora falta-me o ímpeto.

Vi também alguns passeios portugueses com visitas a tascas. Gostei de rever Castelo de Vide e Marvão. Em contraste, na semana passada, assisti à pequena reportagem sobre os cruzeiros de luxo. Não me atraem. Porém, a ideia de conhecer em cruzeiro normal os fiordes da Noruega não estaria fora de cogitação se as ideias não fossem demais para o tempo e disponibilidade financeira.

Dia-a-dia

Hoje foi dia de ir ao Banco. Mais de uma hora. Nos tempos modernos é o habitual. Se tivermos duas ou três perguntas para fazer num Banco, é bom contarmos com uma hora de atendimento.

Seguiu-se consulta médica no Centro de Saúde para confirmar que continuo com anemia. Sem reservas de ferro. Ultrapassada a questão que preciso suprir cumprindo o tratamento e vistas as tensões que continuam magníficas - 6/11 -, falámos de espasmos eléctricos no braço direito (nada de relevante) e de dislexia e fiz perguntas sobre défice de atenção. Em Setembro volto a fazê-las a quem está mais habilitado. Mas gostei de ouvir a minha médica de família. É informada, conhecedora e, ao contrário do que é moda, nada sobranceira. Além do mais, venho contente: disse-me que os índices das análises clínicas indicam que não estou a entrar na menopausa. Aos 52 continuo anémica, mas viva.

A ler na diagonal já vou no apogeu do Renascimento. Esta semana a ideia é dar uma vista geral para depois focar em cada fase da história da arte. Ontem lá fui buscar o livro que vi na semana passada na Bertrand.

No último mês tenho-me deitado mais cedo e por isso dormido um pouco mais. Afastando focos de irritação, recuperei um pouco de paz que fui perdendo nos últimos anos. É o tal afastar o nocivo e voltar ao eixo de que falei em posts anteriores.

O chá de mirtilo e maçã está quase a chegar ao fim e é boa altura para pôr termo a mais um sensaborão inventário do quotidiano. Um testemunho difícil de deglutir para quem procura excitação frívola ou lição de vida óbvia.

A fotografia é do pequeno rebento de rosa que me surpreendeu hoje de manhã ao abrir a janela da varanda. É da tal roseira do dia dos namorados de 2021. Do mesmo Fevereiro em que o Ritz deu entrada cá em casa.

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