Na última semana de Janeiro as intempéries de chuvas e ventos fortes Ingrid, Joseph e Kristin devastaram inúmeras zonas dos distritos de Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Santarém e Guarda. As depressões extratropicais causaram seis mortes confirmadas no final do mês de Janeiro e quedas de árvores, inundações e danos generalizados em infra-estruturas de serviços públicos, habitações, linhas de energia e transportes. Centenas de milhares de habitações ficaram sem electricidade.
Na primeira semana de Fevereiro o mau tempo continuou com a tempestade Leonardo — fustigando o Centro e Sul do país, como Leiria, com inundações em Alcácer-do-Sal e outras zonas do Alentejo e partes do Centro e do Vale do Tejo — e o temporal Marta — afectando quase todos os distritos de Norte, Centro e Sul do país.
Esta semana a chuva continuou. Foram semanas de chuva persistente e forte, ventos e instabilidade com danos em infra-estruturas críticas, como uma secção da autoestrada A1 que colapsou no passado dia 11, após um dique do rio Mondego ceder devido às inundações. Levando à evacuação dos moradores das zonas ribeirinhas.
Até 9 de Fevereiro as tempestades tinham provocado 16 mortes.
Mais de duas semanas após a tempestade Kristin há zonas rurais do distrito de Leiria que continuam sem electricidade e sem previsão de restabelecimento.
Há muitas casas particulares e infra-estruturas públicas, como escolas, danificadas com telhados arrancados e a necessitarem reparação. Dada a extensão dos danos é de prever que a reconstrução demore meses.
Os autarcas pedem o alargamento do estado de calamidade ou contingência a mais concelhos, para acederem a ajuda pública suplementar.
O Governo estima mais de 4,6 mil milhões de euros de prejuízos e incita à responsabilização por parte das Seguradoras. O Primeiro-Ministro Luís Montenegro anuncia reforço da linha de crédito à tesouraria das empresas para mil milhões de euros e um plano de recuperação e resiliência português.
É tempo de reconstrução.
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As pegas e as gaivotas vem todas as manhãs ao terraço tomar o pequeno-almoço tardio. Indiferentes à frivolidade crítica de quem procura protagonismo e audiência à custa da quezília e da desgraça ou do trabalho alheio.
