Imagem gerada pelo Copilot a meu pedido.
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Acordaste com vontade de registar os planos para a próxima temporada. Durará dois anos? Mais? Não sabes. Neste momento, a ladainha do recomeçar, do renascer das cinzas como Fénix do auto-conhecimento, não te diz muito. É verdade que gostas de mudar e te está na guelra seguir em frente, mas nem sempre são precisos cortes, muito menos com a própria visão do mundo. Para quê ceder às balelas do desenvolvimento pessoal, se mal ou bem o que construíste ao longo de meio século tem raízes mais sólidas do que as modas tontas da psicologia de algibeira? Ainda que seja invisível à maioria.
Queres aproveitar o teu gosto e interesse por pintura e arte em geral para continuar a escrever semanalmente sobre o tema. Todavia, desta vez irás tentar estruturar o conhecimento. Estudar História da Arte e aproveitar o resultado das leituras para fazer apontamentos no blog Comezinhas e na página do Medium. Já encontraste um plano de estudo e bibliografia, agora é só meter mãos à massa e ao reunir material suficiente, começarás as notas semanais. É provável que comeces em Setembro. Logo se verá. Como habitual fazes ao contrário do aconselhado, antecipas e contas os planos em vez de mostrares apenas o resultado. Dizem ser coisa de inconsequente — uma ingenuidade. Seja. É assim que és e é assim que és feliz contigo própria.
O Pretexto, outra espécie de Espanador, não está esquecido. O projecto fora de antena que tinhas planeado há um par de anos. Sucede que este mexe mais contigo, com o que pensas e sentes, pelo que a escrita é mais sensível aos estados de alma e queres-te proteger de mal-estares por ultrapassar de forma definitiva. Ainda. Mas serão sanados. Não há mal que sempre dure. Há tempo para recuperar a ideia e trabalhá-la quando a cabeça estiver tão embrulhada no mundo da arte que não sobre espaço para a angústia. Batotas terapêuticas muito pessoais.
Esta semana retomaste a meia hora de estudo que tinhas suspendido no mês passado. Sentiste-te bem em recuperar a obrigação. Quem sabe não venhas a saborear o resultado desse pequeno investimento diário. Acreditas nos passos pequenos e na paciência que cultivas desde criança e convive com a impulsividade ocasional.
Nos parágrafos anteriores estendeste o lençol lavado sobre a cama, como se a fizesses de lavado. Nada melhor do que estirar o corpo e a alma na renovação dia após dia. Com ânimo.
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O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.