Em que mundo vivemos

(actualização)


Porquê o Medium em vez do Substack? Em Outubro de 2024, a minha escolha foi quase aleatória, mas acabou por se revelar satisfatória.


No Substack é preponderante o conservadorismo contemporâneo. O discurso centra-se no dogma da liberdade de expressão. No Medium é dominante a reflexão moderada, com combate ao discurso de ódio e desinformação.


Se esticar a corda, diria que o Substack tende ao reaccionarismo, o Medium ao centro-esquerda.


Nada disto obsta, como é evidente, a que muitos dos que escrevem em cada uma das plataformas o façam de forma independente, contrariando esta dicotomia.


O Substack tem 20 milhões de subscritores e mais de 5 milhões de assinaturas pagas. Está em crescimento.


O Medium tem cerca de 100 milhões de visitantes mensais e 1 milhão de assinaturas pagas. Está em declínio.


 


É de certa forma o espelho do mundo onde vivemos. Simplificando, a direita está a seduzir mais (subscritores). À semelhança do que acontece nos meios de comunicação social tradicionais.


Além de mais, o Substack atrai subscritores que procuram visibilidade e congregar fãs, em detrimento de uma participação mais sóbria.


Há outras plataformas para quem queira pensar e escrever em voz alta. Quem estiver em fase de escolha pode sempre procurar informação.


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Informação adiccional 25-01-2026.


Não referi antes por não ter vocação gregária, mas para os autores da SapoBlogs interessados fica informação de que seja no Substack, seja no Medium há possibilidade de publicações, revistas ou newsletters colectivas.


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Deixo os meus endereços


https://medium.com/@isabelmgpaulos – activo.


https://comezinhas.blogspot.com – arquivo.


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