Diário 21 de Junho de 2026

Arte Nova, Arte Deco, Líbano, Inteireza

Na madrugada relutei em começar a escrever este diário, com preguiça. Devaneei nas leituras digitais e nos vídeos do YouTube. Mas sempre acabo por fazer o que tem de ser feito. Como é habitual, podem seguir as histórias que li aqui no Medium, e limito-me a resumir no início deste post, no separador Activity. Um sobre arte, outro acerca de um país do Médio Oriente, fustigado nos últimos meses.

Leituras no Medium

Arte

No primeiro artigo escolhido o autor responde à pergunta dos seus alunos, que também me fiz algumas vezes sem nunca me ter dedicado o suficiente a estudar para responder: qual a diferença entre os dois estilos decorativos Arte Nova e Arte Deco? A primeira nasceu no fim do século XIX e foi o estilo dominante da Europa na Belle Époque, que se considera terminado com o início da Primeira Grande Guerra, em 1914. Os motivos vêm da observação da natureza e caracterizam-se pelas curvas sinuosas das videiras, de folhas, flores e animais. A segunda foi o estilo dominante entre as duas guerras. Continua a recorrer às formas naturais, mas simplifica-as com linhas abstractas e geométricas, absorvendo elementos do cubismo e do futurismo.

O autor recorda o que une Arte Nova e Arte Deco: a valorização das artes decorativas, design, mobiliário, escultura, objectos utilitários, pintura e belas-artes. E ensina que a filosofia que unia objecto e arte nasceu do movimento britânico Arts and Crafts como reacção à produção industrial e à perda da qualidade estética dos produtos fabricados em massa.

Fala-nos de alguns nomes relevantes dos movimentos, como o precursor Christopher Dresser, professor de Botânica considerado o primeiro designer industrial e um dos primeiros a introduzir na Europa, objectos e gravuras japonesas, com grande influência no design moderno. Expôs na La Maison de l’Art Nouveau, que deu nome ao movimento. Dos exemplos de Arte Deco destaco a referência do autor ao Chrysler Building, em Nova Iorque, no qual a arquitectura reflecte a nova visão industrial das máquinas: automóveis, aviões, locomotivas e navios, símbolos da modernidade. Por fim, sei que não me perdoariam se não fizesse uma menção ao arquitecto Antoni Gaudí e ao Modernismo Catalão, que partilhava características da Arte Nova e da Arte Deco.

Líbano

No segundo artigo escolhido este fim-de-semana, o autor escreve sobre o Líbano. Um país constituído por um território montanhoso, que descreve como muito pequeno, mas densamente povoado — especialmente, a capital, Beirute. Recorda a herança fenícia, de que descendem grande parte dos actuais libaneses, e aproveita para lembrar a importância da civilização fenícia na navegação, no comércio marítimo e difusão do alfabeto que influenciou os alfabetos grego, latino, hebraico e árabe, e como os cedros, símbolo nacional, foram fundamentais, por fornecerem a madeira para construção naval e comércio em todo o Mediterrâneo. Descreve a diversidade de credos e explica que o sistema político assenta na religião: o Presidente deve ser cristão maronita, o Primeiro-Ministro muçulmano sunita e o Presidente do Parlamento muçulmano xiita. Também os lugares parlamentares são repartidos segundo critérios confessionais. Faz uma referência sem desenvolver à Guerra Civil [1975–1990] a propósito do ambiente cosmopolita de Beirute — com arquitectura francesa, sistema bancário internacional e universidades prestigiadas -, considerada durante décadas no século XX, a Paris do Médio Oriente.

Em busca da inteireza

Em tudo hesito, em tudo decido. Ora explico e esmiúço demais. Ora faço em silêncio o que deve ser feito. Numa constância volúvel que se confunde com a vida. Talvez não admita juízos levianos de quem se acha capaz de compreender e rotular, reduzindo um percurso a etiquetas bafientas que não me podem definir. Será petulância? Vaidade? Desfasamento da realidade? Ou simples verdade?

Procuro dar um testemunho de inteireza. Não esconder o que penso e sinto. Não esconder as limitações. Não fazer de conta que sei mais do que sei - um erro muito comum.

Dia-a-dia

Depois do longo post de ontem sobre o dia-a-dia, hoje pulo essa parte.

Obrigada por terem lido. Bom Domingo.

O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.

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