Imagem gerada pelo ChatGPT a meu pedido.
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Sentes vontade de te dedicares a um interesse de sempre num domínio do lado de fora. Queres começar a retirar o foco não só do umbigo como de irritantes infecundos. E procurar estímulo no belo e na sensibilidade. Ocupar o tempo e os neurónios com o que vale a pena e abstrair de questiúnculas estéreis que só trazem desgaste. Em suma, vais procurar o bom refúgio da arte. Conhecer a expressão alheia é uma boa forma de pacificação, além de enriquecer quem estuda.
Nos últimos dias deste por ti fonte de amparo dos próximos. Em todas as gerações. De quem na velhice sofre com o luto. De quem na meia-idade suporta pressões da precariedade profissional, problemas de saúde e o desamparo. De quem na juventude sofre com as consequências da ansiedade e confusão.
Além de mais, o dia-a-dia traz-te questões prosaicas a resolver. Burocracias e questões domésticas. Felizmente, não sobra tempo para carpir as próprias mágoas.
Ontem à noite, depois de preparares a documentação para uma peritagem do seguro a ocorrer hoje, estiveste com o Nuno a configurar o gravador áudio. Um desafio enorme para quem, como tu, sempre teve dificuldade em perceber o funcionamento de equipamentos electrónicos. Ao fim de quarenta minutos, conseguiste com ajuda do Nuno que o aparelho ficasse a gravar.
Tens lido um pouco antes de dormir. Sentes que estás a equilibrar-te. A voltar ao eixo.
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O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.