Imagem gerada pelo ChatGPT a meu pedido.
As modas são poderosas forças de poder. A direita quer pôr a esquerda no divã do psicanalista. Convencê-la de que está doente. Em crise. É uma estratégia habilidosa de quem tem a voz dominante no momento. Fragilizar o adversário de todos os modos e feitios. Tentar convencer a opinião pública e o próprio adversário de que está doente. Enviusar doutrinas filosóficas, económicas e políticas para silenciar as razões defensáveis de quem pugna por mínimos de civilidade na convivência comunitária. Distorcer razões válidas e justas para impor o autoritarismo ilegítimo.
Com a esquerda manietada, a direita no Governo decreta medidas para favorecer a força e fragilizar quem tem menos voz e recursos económicos. Fá-lo com desfaçatez por estar amparada na corrente dominante. E fá-lo com gosto. Como se estivesse a vingar-se das décadas em que a população desfavorecida tinha voz. Essa gentinha reles que se achava no direito de ter aspirações económicas e sociais. É um prazer dar no focinho dessa gente com topete. Voltar a pô-la no sítio, isto é, na pobreza e em silêncio.
Agora sim, os fortes mostram a sua superioridade. Na lógica da direita agressora isto é justiça. Justiça Natural. Eis-nos no mundo da lei da selva.
No país e fora dele vale tudo. Legislar a favor dos senhorios numa altura em que as rendas imobiliárias estão exorbitantes, com o engodo de que a medida favorecerá o mercado e os arrendatários. Fazer política partidária através das investigações judiciais. Decidir intervenções militares assassinas absolutamente arbitrárias.
Os rufias foram chegando ao poder e mostram o seu carácter.
Creiam que é estranho e até desconfortável escrever e publicar estes parágrafos para quem ao longo da vida votou maioritariamente numa força política de centro-direita. Sucede que me sentiria mal se não dissesse o que é preciso e justo ser dito.