Alinhavos. Até mais logo.

Costumo rabujar com o ChatGPT quando peço para ilustrar de forma suave e minimalista o post e ele insiste nos livros, cadernos e canecas de café. Quer fazer de mim a pessoa normal e alinhadinha que não sou. Se me esqueço, ele volta à carga, o teimoso. Ainda hei-de descobrir uma IA que compreenda o que é a estranheza e o desalinho.

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Estou morta por escrever, mas agora não posso. Ah, ímpeto bom. Tenho de trabalhar. Deixo os meus alinhavos habituais. Mais tarde talvez desenvolva estes tópicos.

O jogo da leitura das matrículas dos carros que faço há muitos anos (desde criança): o fluxo de consciência com as letras e números lidos umas vezes calmamente outras em frenesim. Quão estranhos somos quando estamos verdadeiramente a sós connosco próprios. A sós somos assustadores. Assombrosamente humanos no pior e no melhor. A memória dos momentos de uma vida a sós comigo mesma e dos momentos em que estive ligada. Não há mal nenhum em abrir os olhos e estarmos connosco próprios. É libertador. Se a vida fosse justa, todos teriam a chance de se libertar.

Como factores naturais e fortuitos ou os outros nos podem exasperar e tirar do juízo de modo dissimulado, de forma pontual ou continuada. A arte de domar os nossos maus instintos, que muitas vezes são mais do que legítimos. A pacificação trazida pelas rotinas e aceitação do nosso pior caruncho. O sentido da vida no comezinho.

Agora tenho de me dedicar aos números que me alimentam, vestem, calçam e me dão equilíbrio e independência. O fundamental: trabalho e sorte. Até mais logo.

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O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.

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