The Story of Art, de E. H. Gombrich, 15th ed, Prentice-Hall. Imagem: openlibrary.org.
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História da Arte, de H.W. Janson, 2ª edição, Fundação Calouste Gulbenkian. Imagem: castroesilva.com.
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Os estudiosos da criação artística ao longo da evolução da humanidade costumam fazer um intróito acerca da natureza da arte antes de mergulharem no Paleolítico, era em que se registam os vestígios das primeiras criações de imagens e objectos artísticos.
Na qualidade de aprendiz, misturo num cocktail de ideias os testemunhos de dois historiadores de arte: E. H. Gombrich (1909–2001), britânico de ascendência austro-húngara e H. W. Janson (1913–1982), norte-americano, nascido russo e de origem alemã. Para dizer o quê?
A imaginação é uma das condições da criação artística e a representação, ao dar forma a uma pessoa, animal, planta, paisagem, coisa, acontecimento, ideia ou realidade imaginada, pressupõe expressão própria — é resultado do modo como o artista os vê, como os pensa e sente. A representação não é uma cópia da realidade, não é uma reprodução neutra do mundo. A representação artística implica sempre uma interpretação.
A evolução artística resulta da experiência e do conhecimento acumulados, da procura de novas soluções para problemas concretos e das transformações culturais e sociais. Uma evolução não linear: nem todas as soluções resolvem os problemas da época anterior; nas diferentes épocas coexistem linguagens distintas. Há continuidade e regressos ao passado.
A arte está contextualizada no tempo e no espaço: é criada por alguém que vive em condições determinadas e se relaciona com os destinatários. Compreende-se assim que possa ter funções diferentes, por vezes sobrepostas: mágicas, rituais, religiosas, políticas, comemorativas, decorativas ou estéticas.
Com a singeleza costumeira, a ver vamos se consigo nos próximos artigos dar corpo ao percurso da criatividade fundada na imaginação e às diferentes formas de representar o mundo de criadores de diversas épocas, movimentos e estilos.
A ideia é estender um fio condutor que possa despertar o interesse para que o leitor pesquise depois mais detalhes sobre cada época, movimento e obra, procurando compreender o que levou o ser humano a criar, como representou o mundo em diferentes épocas e circunstâncias e o que mudou na sua maneira de ver, pensar e sentir, e porquê.
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Obrigada por terem lido. Bom Domingo.
O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.