Eu é mais bolos

- o futuro é hoje -

Imagem gerada pelo ChatGPT a meu pedido.

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Há dias alguém dizia: prepare-se para tempos difíceis. A fonte do alerta, na área dos negócios multinacionais, é a mesma que no fim do Verão de 2019 prevenia para conjunturas menos favoráveis. Meses depois declarou-se a pandemia. Agora o alerta é de outra natureza e todos percebemos que o mundo entrou numa bola de neve incontrolável. Além de todas as vicissitudes próprias dos mecanismos da economia global e das ondas por estudar da psicologia de massas também globalizada, um louco boçal está à frente de uma das principais potências económicas do mundo e resolveu, a troco de amealhar mais protagonismo e fortuna, incendiar várias zonas do planeta.

Na primeira administração e agora na segunda, de lança-chamas na mão, continua a desprezar o direito internacional, a estraçalhar o respeito pelos Estados soberanos e os direitos humanos. É cúmplice nas mortes de civis ucranianos ao desligar o sistema de detecção de mísseis e drones russos. Além de trair os ucranianos, traiu os iranianos que deixou à sua sorte com ridículas promessas de salvação. É cúmplice na matança de palestinos às mãos do regime assassino de Netanyahu. Interferiu na Venezuela e no Brasil. Interferiu logo no primeiro mandato na Europa, com os planos dos gasodutos, preparando terreno para a invasão de 2022 da Ucrânia pela Rússia.

Interessa a guerra e o negócio da guerra. Tem inúmeros admiradores pelo mundo fora. Nas televisões e nos jornais os paninhos quentes tentam justificar o injustificável. A sede de sangue dos comentadores da guerra dá tesão. Sentem que isto sim é vida com intensidade e sentido. E fazem a cabeça da opinião pública que, anestesiada, tudo tolera.

Eu é mais bolos. Acordo, leio o Público e tento abstrair das reacções que ouvi quanto às manifestações em Portugal. A cobardia de quem está bem e quer ordem e bafio no país. O culto da autoridade, seja ou não justa, volta a estar na moda. O portuguesinho quer lucrar a arrendar um cochicho que lhe permita comprar mais carros e bugigangas. O portuguesinho quer mais crédito ao consumo para viagens da moda, iphones e ténis de marca, não quer tumultos na rua, mesmo que metade da população residente viva a ser explorada.

Depois de ler as notícias, sinto o Nuno acordar. Conversamos um pouco e pergunto uma vez mais: és feliz? Ele responde: muito feliz contigo. Só não sou mais por o mundo estar como está. Somos duas pessoas à parte. Pois somos, anuo.

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O que escrevo está a ser publicado em Isabel Paulos – Medium.

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